António Guterres, fez, hoje, o seu último discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU enquanto secretário-geral, depois de dez anos à frente da organização. Na intervenção, alertou para o agravamento das divisões no mundo, os riscos associados à inteligência artificial e a possibilidade de a transição para uma ordem multipolar resultar numa comunidade internacional cada vez mais fragmentada. Considerou, contudo, que existe uma alternativa: a construção de um mundo multipolar no qual diferentes centros de influência possam coexistir e cooperar. Para Guterres, a criação de um futuro mais conectado depende, sobretudo, do reconhecimento por parte das grandes potências de que o seu poder tem limites. Daqui.
“As linhas de fragmentação no nosso mundo estão a alargar-se”, afirmou Guterres
“Isto não são crises separadas. São capítulos da mesma história: a história do poder. Quem o tem? A quem é negado? Como é usado? E como está a mudar?”