Maricarmen Abascal, de 87 anos, foi despejada da sua casa e tornou-se um “símbolo perfeito da crise da habitação que sofrem muitos espanhóis” e representa um “ponto de inflexão e um ponto sem retorno”. A manifestação, organizada pelo Sindicato de Inquilinas, percorreu o centro de Madrid até ao Congresso dos Deputados. Entre a multidão ouviram-se palavras de ordem como “vergonha”, e “Fora, abutres, dos nossos bairros”. Muitos jovens agitavam chaves em sinal de protesto contra o peso das rendas, enquanto outros defendiam a ocupação de casas vazias. Os manifestantes exigem a aprovação de “um decreto que impeça qualquer despejo sem oferta de habitação alternativa, garanta contratos estáveis, congele as rendas e ponha fim às práticas fraudulentas dos senhorios”. Mais de mil pessoas permaneceram no local, onde montaram tendas, com a intenção de permanecer na praça por tempo indeterminado e incentivar outras pessoas a juntarem-se ao protesto.
“É a habitação a ameaça real à nossa vida, não a invasão de que falam em Ceuta”
300 mil pessoas concentraram-se, em Madrid, num protesto contra a crise da habitação, denunciando o aumento das rendas e o papel dos “fundos abutres” no mercado imobiliário