ALVITRANDO

“O que aconteceu em Ceuta... É, antes de mais, uma tragédia humana.”

“Quando deixamos de reconhecer a humanidade de quem sofre, começamos, inevitavelmente, a perder a nossa própria humanidade.”

«… quem arrisca a vida daquela forma não o faz por aventura. Fá-lo porque, para muitos, ficar significa continuar sem comida, sem água, sem trabalho, sem segurança ou sem qualquer horizonte de dignidade. Em várias regiões de África, as alterações climáticas agravam secas prolongadas, reduzem colheitas e acentuam a vulnerabilidade de milhões de pessoas. A estes factores somam-se conflitos armados, regimes instáveis e economias incapazes de oferecer um futuro aos mais jovens. Nenhum pai coloca um filho no mar porque lhe apetece. Nenhum jovem atravessa uma fronteira a nado porque deseja desafiar um Estado. Fá-lo porque acredita que, do outro lado, poderá encontrar uma vida que no seu país deixou de ser possível. …O racismo, a xenofobia, a misoginia e todas as formas de discurso que negam a dignidade humana não são opiniões como quaisquer outras. São a negação do princípio mais básico sobre o qual assentam as sociedades democráticas: a igual dignidade de todas as pessoas. ...» Celeste Afonso, aqui. 

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