O PCP de Serpa acusou o Governo de ter continuado "a investir milhões de euros em infraestruturas sem corrigir o problema de fundo", que seria "a devolução imediata do Hospital e do bloco operatório ao Serviço Nacional de Saúde", critica "a postura da Câmara Municipal", por se ter limitado a "reconhecer problemas de gestão", promovendo "sucessivas reuniões e declarações de preocupação que não produziram qualquer resultado concreto para defender os trabalhadores, a instituição ou os interesses da população” e, ainda "mais grave", porque "entre os responsáveis autárquicos encontra-se um antigo Secretário de Estado com responsabilidades políticas nas opções que abriram caminho a esta situação".
O PS de Serpa remete as culpas e toda a situação a que chegou o Hospital de São Paulo, para os executivos anteriores nos quais o PCP esteve à frente da Câmara Municipal de Serpa "durante quase cinquenta anos",sublinhando que opta "frequentemente pela contestação" e raramente pela "construção de soluções", e que"Agora que está na oposição, as limitações legais do município desapareceram subitamente do seu discurso e tudo passou a ser responsabilidade da Câmara Municipal. Se a Câmara não resolve de imediato, é porque não quer. Se promove reuniões com quem pode ajudar a resolver os problemas, são inúteis. Se respeita a autonomia das instituições, é acusada de inação".
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PCP e PS acusam-se mutuamente da situação a que chegou o Hospital de Serpa