ALVITRANDO

“De onde vem tanto ódio?”

“Talvez venha da incapacidade de suportar que alguém tenha a coragem de fazer aquilo que tantos já se habituaram a não fazer: levantar-se, dizer não e recusar o silêncio.”

«Bastou saber-se que a manifestante que interpôs uma ação judicial contra a atuação das autoridades era professora para que as redes sociais se transformassem num tribunal popular, daqueles onde não são necessárias provas, não há direito à defesa e a sentença é escrita antes de alguém conhecer os factos. … Como se uma professora deixasse de ser competente por participar numa manifestação. Como se ensinar implicasse abdicar da cidadania. Como se educar crianças para a liberdade, para o pensamento crítico e para o respeito pelos direitos fundamentais fosse incompatível com o exercício desses mesmos direitos. … Depois admiramo-nos com a violência nas escolas, com a agressividade das crianças, com a incapacidade de aceitar diferenças. Mas que exemplos lhes damos? Como podemos exigir respeito a uma geração que cresce a assistir à normalização pública do insulto, da perseguição e do desprezo?» Maria Tome Dina, aqui.

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