ALVITRANDO

LIVRE diz que “Alentejo não pode transformar-se numa fábrica de eletricidade”

Alentejo deve participar na transição energética, mas não aceita ficar com os painéis e os impactos enquanto a energia e os lucros seguem para fora da região.

O LIVRE Alentejo contesta o novo mapa das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis e acusa o Governo de querer concentrar na região uma parte desproporcionada dos grandes projetos solares e eólicos, numa lógica de “zona de sacrifício” e questiona também os benefícios económicos que estes investimentos deixam no território, porque as grandes centrais são altamente automatizadas, criam poucos postos de trabalho permanentes e uma parte significativa dos lucros acaba fora da região. Como alternativa, quer que a prioridade seja colocada nos telhados das casas, edifícios públicos, escolas, centros comerciais, parques de estacionamento e zonas industriais, antes de avançar sobre novos terrenos rurais, e mais autoconsumo, comunidades de energia renovável e projetos que permitam que uma maior parcela dos benefícios económicos permaneça junto das populações.

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