«Se os manifestantes são donos de restaurantes de luxo, frequentados por banqueiros, ministros, secretários de estado e assessores, as tendas podem ficar. ..., o tempo que for preciso, montadas junto à Assembleia da República, noite após noite, com fogareiros portáteis na via pública a preparar iguarias e cartazes no chão. Ao sétimo dia, os gastrónomos são recebidos pelo Governo, que é bom garfo. Se a maioria dos manifestantes são jovens sem estatuto, sem carro, sem casa, … , chama-se a PSP e as forças de intervenção e acabou-se o direito à manifestação e essa história dos direitos, liberdades e garantias. Após 24 hora, por ordem ministerial, a polícia entra à bastonada, vai tudo dentro e acabou-se a festa.» Miguel Szymanski, aqui.
“Para se perceber a diferença, ajuda a distinção entre o poder e o povinho”
“… entre… o fato e gravata de quem se governa a fazer negociatas (...), ..., e quem usa calças de fato treino e luta por um mundo menos injusto.”