«… E o presente, senhor primeiro-ministro? Eu vivo hoje. O meu vizinho vive hoje. Os reformados vivem hoje. As famílias que fazem contas para chegar ao fim do mês vivem hoje. … Vivemos agora. Será que quem está a passar dificuldades hoje deve ficar satisfeito porque alguém, num gabinete confortável, garante que está a pensar no seu futuro? … o amanhã não paga as contas de hoje. O amanhã não enche o frigorífico. O amanhã não paga a renda. O amanhã não compra os medicamentos. E, sobretudo, o amanhã não devolve os anos de vida que se perdem à espera de melhores dias. … Porque o futuro pode ser muito importante. Mas há uma coisa que talvez convenha não esquecer: Antes de sermos cidadãos do futuro, somos pessoas do presente. E quem governa tem de lembrar-se disso.» José Gaspar, aqui.
“Quando é preciso justificar alguma coisa que custa hoje, fala-se do futuro”
“Quando alguém pergunta pelo presente, responde-se com o amanhã. E assim, muito convenientemente, o presente fica sempre para depois.”