ALVITRANDO

“até que ponto o poder ainda reside verdadeiramente no voto dos cidadãos?”

A urna mantém-se soberana, mas o controlo sobre o que nos move já mudou de mãos

«A democracia europeia está a ser hackeada à vista de todos e o sistema continua a fingir que se trata apenas de uma eleição normal, connosco a achar que controlamos o voto. Mas controlamos mesmo? Diante deste cenário, resta-me uma última e perturbadora questão: até que ponto o poder ainda reside verdadeiramente no voto dos cidadãos, quando a própria perceção, os medos e as escolhas de quem vota são previamente desenhados e induzidos por engenharia de dados? Se a nossa vontade pode ser moldada por algoritmos antes mesmo de entrarmos na cabine eleitoral, o voto deixa de ser uma expressão de liberdade para passar a ser o último ato de uma ilusão. A urna mantém-se soberana, mas o controlo sobre o que nos move já mudou de mãos.» Andreia Pinto Ferreira, aqui.

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